Camaru 2026 recebe 200 mil pessoas e movimenta cerca de R$ 60 milhões em dez dias

62ª Exposição Agropecuária de Uberlândia promoveu mais de 30 shows, etapa nacional da PBR, exposições de animais e programação técnica; evento gerou cerca de 5 mil empregos diretos e temporários

A 62ª Exposição Agropecuária de Uberlândia – Camaru 2026 chegou ao encerramento no domingo (6) com público estimado em 200 mil pessoas ao longo de dez dias de programação. Realizado pelo Sindicato Rural de Uberlândia, o evento movimentou aproximadamente R$ 60 milhões, direta e indiretamente, e gerou cerca de 5 mil empregos diretos e temporários.

Realizado entre 28 de agosto e 6 de setembro, o Camaru reuniu entretenimento, pecuária, conhecimento, negócios, cultura e atividades de aproximação entre o campo e a cidade. Quatro dias tiveram programação gratuita, ampliando o acesso da população ao Parque de Exposições. “Os números mostram a dimensão que o Camaru alcançou, mas o resultado vai muito além do público. Durante dez dias tivemos produtores, criadores, empresas, trabalhadores, famílias e visitantes ocupando o parque e participando de diferentes atividades. O Camaru movimenta negócios e gera empregos, mas também cumpre um papel importante de difusão de conhecimento e de aproximação da sociedade com o agronegócio”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Fonseca.

Mais de 30 shows e etapa nacional da PBR

A programação artística foi uma das mais extensas das últimas edições. Foram mais de 30 shows, considerando as apresentações realizadas no Palco Principal e no Palco 360 da Estância 34. O rodeio também teve papel de destaque com a realização de uma etapa nacional da Professional Bull Riders (PBR), reunindo competidores e animais em três noites de montarias na arena do Camaru.

A estrutura montada para receber a programação mobilizou mais de 200 profissionais somente na fase de montagem. Aproximadamente 800 toneladas de equipamentos e materiais foram utilizados nos camarotes, sistemas de som e iluminação, fechamentos e demais estruturas. O palco contou com 70 metros de frente, cerca de 400 metros quadrados de painéis de LED, sistema de som de última geração e estrutura de iluminação. Camarotes e lounges ocuparam uma área de aproximadamente 2,3 mil metros quadrados.

Pecuária mantém protagonismo na exposição

A pecuária permaneceu como um dos principais pilares do Camaru. Aproximadamente 200 animais das raças Nelore Pelagens, Girolando, Santa Gertrudes, Curraleiro Pé Duro, entre outras, participaram das exposições, movimentando criadores, produtores, técnicos e profissionais ligados à genética e à produção animal. A programação contemplou julgamentos e atividades de valorização do melhoramento genético, além da movimentação de negócios. Os leilões também integraram a agenda de mercado, com duas realizações envolvendo equinos das raças Quarto de Milha e Mangalarga Marchador e bovinos Girolando.

Conhecimento e debates sobre o futuro do agro

Além das pistas de julgamento e dos espaços de exposição, o Camaru reforçou seu caráter técnico. Centenas de pessoas participaram das atividades voltadas à capacitação, atualização e discussão de temas diretamente relacionados ao setor produtivo. A agenda incluiu o Concurso Regional do Queijo Minas Artesanal, debates sobre Reforma Tributária, crédito rural e sustentabilidade, Banana Summit, curso de bioinsumos, oficinas de culinária, Encontro de Mulheres do Leite, Clubinho Girolando e curso de formação de brigadistas, entre outras atividades.

Os encontros reuniram produtores rurais, técnicos, especialistas, representantes de entidades, profissionais do setor e participantes interessados nas transformações que impactam a atividade agropecuária. “Uma exposição agropecuária precisa gerar oportunidades para o produtor. Por isso, além das exposições e dos negócios, buscamos trazer para dentro do Camaru discussões que estão no dia a dia de quem produz – tributação, crédito, sustentabilidade, legislação, tecnologia e gestão. Esse conteúdo faz parte da missão do Sindicato Rural”, afirma Thiago Fonseca.

Fazendinha aproxima campo e cidade

A Fazendinha Camaru voltou a ocupar posição estratégica na programação, especialmente na aproximação de crianças e famílias com o meio rural. Ao longo da exposição, o espaço recebeu visitas guiadas e visitação livre, proporcionando contato com animais, produção agropecuária e diferentes etapas relacionadas à origem dos alimentos. A iniciativa reforça uma das propostas históricas do Sindicato Rural de Uberlândia: utilizar a exposição também como espaço educativo e mostrar ao público urbano como funciona a produção no campo.

Impacto além dos portões do Parque

O impacto do Camaru se estende para além do Parque de Exposições. A estimativa é de uma movimentação econômica direta e indireta de aproximadamente R$ 60 milhões durante a edição de 2026. A realização da exposição mobilizou uma extensa cadeia de fornecedores e prestadores de serviços, envolvendo montagem, produção, segurança, limpeza, alimentação, comércio, transporte, hospedagem, entretenimento e diferentes atividades relacionadas à realização do evento.

Cerca de 5 mil empregos diretos e temporários foram gerados durante o período, demonstrando a capacidade do evento de repercutir economicamente em diferentes setores de Uberlândia. “Quando o Parque está cheio, esse movimento não fica restrito ao Camaru. Ele chega aos hotéis, restaurantes, transporte, comércio, fornecedores e prestadores de serviços. São milhares de pessoas trabalhando para que a exposição aconteça. Estimamos uma movimentação de aproximadamente R$ 60 milhões, direta e indiretamente. É um evento que faz parte da história de Uberlândia e que também tem uma importância econômica muito significativa para a cidade”, ressalta o presidente.

Uma exposição conectada a Uberlândia

Ao completar sua 62ª edição, o Camaru reafirma a relação histórica da exposição com Uberlândia. A combinação entre programação agropecuária, conhecimento, negócios, cultura, entretenimento e atividades voltadas às famílias permitiu que diferentes públicos ocupassem o parque durante os dez dias. Para Thiago Fonseca, essa diversidade sintetiza o papel que o Sindicato Rural pretende fortalecer nas próximas edições. “O Camaru é a casa do produtor rural, mas também é uma festa de Uberlândia. Conseguimos reunir o agro e a cidade em um mesmo espaço. Encerramos esta edição com a certeza de que entregamos um grande evento, movimentamos a economia e, principalmente, fortalecemos a conexão entre quem produz e a sociedade. Esse é um patrimônio que queremos continuar construindo e deixando para as próximas gerações”, conclui.

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